Blog do Turismo

Decifre o mundo das viagens

 

São positivos os números do turismo mundial neste ano

A despeito da forte crise que se abate sobre o mercado europeu e ronda os países que integram a zona do euro, a Organização Mundial de Turismo (OMT) divulgou, em Londres, dados que mostram a pujança do setor turístico.

Entre janeiro e agosto deste ano, 678 milhões de pessoas empreenderam viagens internacionais pelo mundo, o que representa, nesses oito meses, um crescimento global da ordem de 4,5%.

Na Europa propriamente dita, o crescimento foi de 6% _e o ano sequer chegou ao fim, faltando incluir nesse número toda a temporada de neve, ponto forte da atividade turística europeia.

É lógico que éesses números espelham um média e que é preciso examinar o que aconteceu em cada país individualmente. Mas também é lembrar que, nas economias em crise, fazer turismo pode significar encontrar preços mais em conta do que os normalmente praticados, como sugere a lei da oferta e da procura.

Na contramão dessa tendência, no Oriente Médio o fluxo de turistas diminuiu em função dos problemas políticos, pois o turista quer preços mais em conta, mas normalmente evita países politicamente convulsionados.

No geral, o movimento de turistas internacionais caiu no Oriente Médio em função da Primavera Árabe. A média dessa desaceleração foi de 9% na região, sempre segundo a OMT.

Já o Sudeste Asiático como um todo contabilizou um aumento da ordem de 12% no número de viajantes estrangeiros estrangeiros.

Na América do Sul o crescimento do afluxo de turistas internacionais foi, em média, da ordem de 5% (número aliás parecido com o da média mundial, que foi de 4,5%).

Mas, voltando à Europa em crise, vale lembrar que os governos que consideram  o turismo prioritário na economia não deixaram de investir no setor.

A Espanha, por exemplo, viu chegar ao país 10% mais viajantes nos primeiros oito meses deste ano em comparação com igual período do ano passado.

Idem o Reino Unido recebeu 7% mais turistas, enquanto a Alemanhã cresceu 6% nesse quesito.

Entre os brasileiros, infelizmente o número mais significativo é dado pelos gastos realizados por turistas no exterior, que já cresceu, segundo a OMT, 44%.

E nem chegamos no fim de 2011, quando deveremos bater outro recorde ruim: o da gastança em países estrangeiros.

Se ao menos o Brasil estivesse investindo com seriedade em infraesturura e trazendo mais viajantes de outros países para cá, para compensar a tal gastança...     

Escrito por Silvio Cioffi às 19h01

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Torre Eiffel, um monumento verde?

A notícia começou como informação exclusiva do jornal francês "Le Figaro" e logo se espalhou pela internet: a torre Eiffel, principal atração turística de Paris e uma das mais reconhecidas em todo o mundo, deve se transformar em um monumento verde por quatro anos, a partir de 2012, com a colocação de 600 mil plantas na estrutura, sustentadas por sacos de aniagem pendurados por cordas e outras estruturas temporárias.

Segundo o jornal, o escritório de engenharia Ginger passou dois anos trabalhando no projeto, com custo de  €72 milhões. A implementação desse jardim suspenso adicionaria 378 toneladas à torre. A irrigação seria feita por uma estrutura de tubos de borracha.

Protestos contra o plano pipocaram pela internet, e hoje a Prefeitura de Paris soltou comunicado dizendo que não confirma o plano descrito pela Ginger. Uma entrevista coletiva de representantes da prefeitura está marcada para amanhã.

Foto: Eric Piermont/France Presse

Segundo o "Figaro", o plano tem o objetivo de tornar a torre um símbolo do comprometimento da cidade com o ambiente. Com as plantas, a torre emitiria 84,2 toneladas de CO2 e absorveria 87,8 toneladas, criando um balanço positivo de carbono.

A torre Eiffel foi inaugurada em 1889, após seu projeto vencer uma competição de designs para um monumento público marcando o centenário da Revolução Francesa. Projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel, de quem herdou o nome, tem 324 metros de altura.

A reação na internet mostrou mais gente contra do que a favor do plano de cobrir a torre de plantas. E você, qual sua opinião?

Escrito por Marina Della Valle às 17h45

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Aplicativo ajuda na localização dentro do aeroporto

Não é difícil achar quem se perca mesmo com um mapa na mão.

Tampouco é raro quem não se encontre mesmo com o GPS do smartphone ligado e a bolinha azul indicando "você está aqui" piscando.

Não mesmo.

Imagine então, para essas pessoas, localizar-se dentro de um aeroporto ou, por exemplo, em um shopping, já que muitos mapas dão apenas uma indicação geral. "Preciso ir para o portão A12 e não acho uma placa. Para que lado vou?". "O mapa em meu celular me diz que estou no aeroporto de Nova York, mas onde exatamente no aeroporto eu estou?".

Para problemas como esse servem o novo aplicativo "Google Maps 6.0 for Android", que consegue dar uma localização exata em recintos fechados. Veja um exemplo:


Mall of America, em Minneapolis, antes e depois, com o "floor selector"

A ferramenta funciona, inicialmente, com grandes lojas, principais aeroportos e estações de trânsito no Japão e EUA, mas, logo, logo, deve abranger mais localidades por aí.

Escrito por Rafael Mosna às 17h54

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Paraísos preservados por minas terrestres?

Olha só esse projeto inusitado, que foi idealizado pelo fotógrafo radicado em Los Angeles Brett Van Ort.

O Minescape tem como objetivo demonstrar os efeitos irônicos da preservação ambiental em campos minados na Bósnia.

Campo florido na Bósnia... (Crédito: Divulgação)

As fotografias demonstram os campos hoje considerados seguros com retratos de minas que uma vez estiveram em cada local.

... e a mina encontrada nele (Crédito: Divulgação)

“Algumas pessoas disseram para que eu não andasse pelos campos naturais”, disse o artista.

Segundo o  Comitê de Ação Contra as Minas da Bósnia e Herzegovina, 3,5% da área do país é afetada por minas terrestres.

Desativadores de minas, no entanto, estimam que cerca de 10% do território da Bósnia ainda as possua --e estimam ainda que nada no campo e nas florestas do país seja seguro, mesmo que se limpe uma área.

Simplesmente porque uma chuva mais forte pode desenterrar e levar minas para locais que eram tidos como seguros, seja em anos ou em meses atrás.

“Os observadores dessas fotografias devem se perguntar: quais destas paisagens eles se sentiriam confortáveis em andar?”, questiona o autor do projeto.

E arremata: “Enxergo o fato dessas minas terrestres colocadas manualmente, protegendo o ambiente natural e permitindo que ele se regenerasse, como uma ironia sobre a nossa incapacidade de conservar e ver o futuro”.

Floresta na Bósnia da qual foi retirada a mina logo abaixo (Créditos: Divulgação)

 

Escrito por Marina Lang às 21h34

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Silvio E. G. Cioffi Silvio Cioffi é editor do caderno "Turismo"


Marina Della Valle Marina Della Valle é repórter de "Turismo" desde 2008


Rafael Mosna Rafael Mosna é repórter de "Turismo" desde 2011


Vanessa Corrêa da Silva Vanessa Corrêa é repórter de "Turismo" desde 2012


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